A Crise de Autoridade

 

No início da história humana, no Éden: ela estava lá. Antes de nós, entre os anjos: ela estava lá: A crise de autoridade. A rebeldia contra leis e autoridades.

A natureza humana (que é pecaminosa) simplesmente não compreende o conceito de servir e obedecer, de boa vontade, àqueles que temos por autoridade sobre nós.

Rebelamo-nos (na maioria das vezes no nosso íntimo) contra tudo que significa lei, regras. A sociedade ensina que isto é um grande avanço. Olhe para a História mundial e você perceberá que grandes protestos populares reivindicaram as mudanças mais significativas e benéficas que desfrutamos no tempo em que vivemos. Mas nem todo protesto contra regras impostas deve ser tratado como benéfico, nem tudo o que achamos estar errado está.

Regras são vistas com maus olhos pela sociedade: O que é imposto como regra geral deve ser tratado como relativo, tendo em vista que cada ser humano é diferente e suas ideias e crenças devem ser respeitadas.

Sintetizando: A sociedade ensina que não existe certo e errado. Ou seja, é errado dizer a alguém que uma coisa é errada. Surge então o produto desse pensamento: A rebeldia contra autoridades. E nisto, nem Deus, o Criador dos céus e da terra escapa: Muitos protestam contra a autoridade da Palavra de Deus.

Este é o pecado principal: Rebeldia. A rebeldia nos leva a mentir, a matar, roubar, não respeitar pai e mãe, patrão, pastores e Deus. Que o digam: Caim, Esaú, Satanás e o povo israelita que habitou no deserto por quarenta anos.

No livro de Números temos dois grandes exemplos de rebeliões contra autoridade de Deus e suas trágicas consequências. Iremos observá-las abaixo:

 


 

A Rebelião de Miriã e Arão

 

“E falaram Miriã e Arão contra Moisés…”
 “… E disseram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu.”
 (Números 12:1,2).

 

Depois de haverem visto tantos sinais e maravilhas do Senhor pelas mãos de Moisés, o homem que conversava face a face com Deus e que Ele havia constituído por líder do povo e libertador de Israel, Miriã e Arão, ambos os irmãos de Moisés, se rebelaram contra ele.

Sob o pretexto de que Moisés não deveria ter tomado uma mulher cuxita por esposa, os dois questionaram o direito de liderar o povo que Moisés recebeu.

Na verdade, o que eles pretendiam é se rebelar contra a autoridade de Moisés com o objetivo de tomar pra si, a honra de serem líderes. Está claro no versículo dois que mais íntimo de suas almas, Miriã e Arão estavam sucumbindo ao velho pecado da rebeldia, avançando para a cobiça e vaidade.

O que eles nãos se deram conta é que, fazendo isto, eles estavam rebelando-se contra o próprio Deus. Uma vez que foi Ele mesmo quem levantou Moisés.

Deus feriu Miriã com lepra e ela teve de ser separada da congregação por sete dias. Arão foi poupado, pois confessou imediatamente o pecado (depois de ver sua irmã leprosa).

Indo diretamente para o capítulo 16, vemos outra rebelião. Desta vez, famílias inteiras se rebelaram contra a autoridade de Arão e Moisés.

 


 

A Rebelião de Corá, Datã e Abirão

 

“E Corá, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben.
E levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembleia, homens de posição,
E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do SENHOR?…”
(Números 16:1-3).

 

Novamente a rebeldia se manifesta no meio do povo de Israel. Agora, se achavam suficientemente santos e não precisavam mais de nenhuma autoridade sobre eles.

Moisés vendo isto e percebendo o objetivo dos rebeldes filhos de Levi disse:

“… Disse mais Moisés a Corá: Ouvi agora, filhos de Levi:
Porventura pouco para vós é que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, e administrar o ministério do tabernáculo do SENHOR e estar perante a congregação para ministrar-lhe;
E te fez chegar, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Ainda também procurais o sacerdócio?
Assim tu e todo o teu grupo estais contra o SENHOR; e Arão, quem é ele, que murmureis contra ele?”
(Números 16:8-11).

 

Eles almejavam o sacerdócio, queriam a autoridade pra si, não queriam servir. Tanto que, poucos homens conseguiram reunir representantes de posição dentre o povo. Era um golpe. Mas Deus não deixaria que isso acontecesse, simplesmente porque, ir contra a autoridade levantada por Deus é ir contra o próprio Deus. Na sua arrogância, eles disseram que eram santos o suficiente e não precisavam de ninguém dizendo-lhes o que fazer ou como fazer. Duzentos e cinquenta homens em sua rebeldia tomaram o incenso e ofereceram ao Senhor.

Deus se indignou contra eles e disse a Moisés:

“… E falou o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo:
Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento…”
(Números 16:20-21).

Foi exatamente isso o que Deus disse: “Moisés, Arão, deixem isso comigo agora. Vou acabar com todo o Israel num instantinho”.

Deus não estava brincando. Mais uma vez eles conseguiram irritá-Lo com esse comportamento.

Moisés e Arão intercederam pelo povo e pediram a Deus que  não destruísse todos, somente punisse os rebeldes. Deus os atendeu, mas ordenou que toda a congregação se afastasse das tendas deles. O povo fez isso e a punição foi rápida e completa:

“E a terra abriu a sua boca, e os tragou com as suas casas, como também a todos os homens que pertenciam a Corá, e a todos os seus bens.
E eles e tudo o que era seu desceram vivos ao abismo, e a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação.
E todo o Israel, que estava ao redor deles, fugiu ao clamor deles; porque diziam: Para que não nos trague a terra também a nós.
Então saiu fogo do SENHOR, e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso…”
(Números 16:32-35).

Mesmo diante disso, Israel na manhã seguinte teve coragem de murmurar.

“… Mas no dia seguinte toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós matastes o povo do SENHOR…”
(Números 16:41).

Eles não haviam aprendido nada. Deus decidiu destruí-los e mandou uma praga sobre o povo. Moisés instruiu a Arão que corresse e fizesse a expiação pelo povo. A praga foi matando rapidamente até que, Arão terminou de oferecer incenso pela expiação do povo. Então a praga cessou.

“… E os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram pela causa de Corá…”
(Números 16:49).

 

 

 

Conclusão

 

Nos dois casos vemos o mesmo problema de rebeldia contra as autoridades levantadas por Deus e suas consequências. Sabemos que todas as autoridades são levantadas por Deus.

“… Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos…” 
(Romanos 13:2).

Nos tempos atuais, enfrentamos este mesmo pecado dentro das igrejas e no meio da sociedade. A alma humana recusa-se a obedecer a regras impostas na natureza, desafiam a Deus e isso se reflete em seu comportamento de rebeldia à autoridades governamentais.

Membros que não estão satisfeitos com a  liderança de uma congregação, tem se levantado e erguido novos templos com base na desobediência, arrebanhado muitas pessoas que sequer sabem a origem do ministério. Pensam que com isso estão agradando a Deus, mas na verdade, trarão juízo de condenação sobre si.

Para o cristão temente a Deus, nenhum comportamento errado de outras pessoas deve ser tomado como desculpa para o pecado.

Devemos temer a Deus, respeitar nossos líderes e orar por aqueles que agem de forma desrespeitosa contra o povo e principalmente contra Deus.

Vimos que rebeldia gera vaidade e a vaidade anda lado a lado com a cobiça. Mas tudo isso resulta em morte.

Portanto, sejamos obedientes a Deus em tudo, sejamos exemplo para o mundo. Não sigamos o comportamento do mundo. Façamos a diferença neste tempo.

 

¨    ¨    ¨

 

 

“… E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus…”

(Romanos 12:2)

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